O desastre de Flixborough




As Falhas de Flixborough 




Sábado, 01 de junho de 1974, na pequena cidade de Flixborough, no condado de Humberside, região nordeste da Inglaterra, uma violenta explosão na planta de produção de caprolactama na fábrica Nypro Factory Ltda., seguindo de um grande incêndio, destruiu totalmente suas instalações fabris. 




O acidente


Haviam seis reatores em série: cada reator em nível mais baixo ao que o antecedia, permitindo o fluxo por gravidade do reator 01 ao 06, através de curtos tubos de conexão de 28 polegadas. Para permitir a dilatação térmica cada conexão tinha uma junta de expansão. 

O reator 05 da planta de produção de caprolactama iniciou um vazamento de ciclohexano vaporizado. Para minimizar a evolução de vapores inflamáveis, a equipe de operação local alinhou uma mangueira para despejar água no topo do reator, utilizando a tomada de água mais próximo disponível como "água de refrigeração" . 


Porém, todos ignoravam que essa água continha nitratos que causaram corrosão sob tensão no reator fabricado em aço-carbono (revestimento interno de aço-inoxidável) gerando, consequentemente, o aparecimento de uma trinca no aço carbono. 

Dessa forma, o reator foi removido do local para reparos e em seu lugar foi instalada, sobre andaimes, uma tubulação temporária de 20" conhecida como "by-pass", de dois 'cotovelos' devido à diferença de nível. As juntas de expansão existentes foram mantidas em cada extremidade da tubulação temporária.


Com o intuito de retornar a produção o mais rápido possível, a nova e provisória tubulação não foi testada antes de reiniciar a operação da planta, e assim, não foram considerados normas de projetos, as limitações para as modificações no processo e sequer foram seguidas as recomendações do fabricante.

Após dois meses de operação a falha ocorre. Uma ruptura na tubulação de 20" foi atribuída a um projeto mal elaborado, uma vez que a estrutura instalada para a sustentação do duto (sustentação feita precariamente com andaimes), não suportou a sua movimentação, em função da vibração a que o tubo foi submetido durante a operação.

O rompimento da linha liberou cerca de 50 toneladas de ciclohexano a 150°C, que vaporizou-se e originou uma nuvem inflamável que logo encontrou uma fonte de ignição (provavelmente num forno da fábrica de produção de hidrogênio vizinha a planta). A explosão foi ouvida a 25 quilômetro de distância.



A explosão ocorreu devido ao vazamento do ciclohexano, causado pelo rompimento da tubulação temporária instalada como “by-pass” e devido a remoção do reator para a realização de serviços de manutenção.  



A catástrofe poderia ser maior se o acidente ocorresse durante a semana onde o número de vítimas poderia passar de 500. Esta explosão foi considerada a maior em tempos de paz após a II Guerra Mundial, em território inglês, até a explosão Buncefield Depot em 2005. Estima-se que a força liberada pela explosão foi equivalente a cerca de 30 toneladas de TNT.


Mais de 1.800 habitações e cerca de 167 estabelecimentos comerciais num raio de 13 quilômetros do local foram danificados. Os incêndios resultantes da explosão assolaram a área por mais de 10 dias. 

O número de mortos chegou a 28 sendo que destes, 18 trabalhadores morreram no centro de controle de operação, devido ao colapso da edifício. Mais de 104 pessoas ficaram feridas.




Fonte:http://inspecaoequipto.blogspot.com.br/2013/06/caso-20-as-falhas-de-flixborough-1974.html