Impressão 3D pode ser usada na reconstrução facial

Primeiro paciente pode ser em homem que teve lesões causadas por um acidente de motocicleta. Ele pode ganhar implantes de titânio impressos
Impressão 3D pode ser usada na reconstrução facial
Acidentes de motocicleta podem ser muito complicados para os pacientes, ainda mais quando isso envolve lesões faciais graves — que geralmente ocasionam danos irreparáveis às pessoas. Foi isso o que aconteceu com um homem do País de Gales, mas é bem possível que o destino dele seja diferente do que o que outros milhares de pacientes tiveram que enfrentar — tudo graças à tecnologia, que pode permitir que ele tenha o rosto “reimpresso”.

Isso mesmo! Um grupo de médicos cirurgiões do Hospital Morriston está projetando implantes de titânio para que rostos sejam reconstruídos — e o primeiro paciente deve ser um homem do País de Gales. Isso pode parecer algo simples, mas só é possível porque a tecnologia atual está permitindo. Os médicos estão utilizando uma série de tomografias computadorizadas para que seja possível criar modelos perfeitos da construção facial antes do acidente.

Depois que todos os implantes estiverem modelados em três dimensões, os pesquisadores vão utilizar impressoras 3D para fazer com que os moldes sejam criados fisicamente. Segundo foi mostrado no site da BBC, os médicos envolvidos no projeto acreditam que essa vai ser a primeira vez que uma cirurgia similar é realizada em todo o mundo — apesar de implantes de titânio já terem sido utilizados em enxertos faciais no passado.


Mais que uma cirurgia

Apesar de o projeto ter sido criado por médicos do País de Gales, todas as impressões e modelagens estão sendo produzidas na Bélgica, com titânio especialmente produzido para fins cirúrgicos. Um dos médicos responsáveis pelo projeto afirma: “A simetria facial do paciente será restaurada e ele poderá voltar ao normal, assim como suas características faciais”.

O projeto é bem complexo e despertou o interesse de cirurgiões de todo o mundo. Por essa razão, o projeto está sendo exibido no Museu de Ciências de Londres, como parte da exposição “3D: imprimindo o futuro”. É esperado que ele continue lá até julho de 2014. Quanto à utilização real em pacientes, ainda não foi informado quando o implante no homem britânico já mencionado será realizado.

Fonte: Tecnomundo