"Tá chovendo hambúrguer 2" traz um fantástico mundo em 3D

É difícil não se deixar encantar, de imediato, pelas cores de Tá chovendo hamburguer 2. Para quem não se lembra do início dessa história, não se preocupe.

De cara, tem uma “colher de chá” para aqueles que desconhecem a aventura de Flint e seus amigos. Ele é um aspirante a inventor que cria uma máquina de fazer comida. Como a experiência não sai exatamente do jeito que planejou, o aparato precisa ser desativado. Tá chovendo hamburguer 2 começa exatamente do ponto onde terminou o antecessor. Sabemos que o sonho de Flint é ser cientista e tem como ídolo uma criatura com uma barbicha esquisita chamada Chester V. 

Ao contrário do que Flint pensou, a invenção dele continua despistadamente em atividade. A diferença é que, agora, os alimentos têm vida. Essa é a parte que promete encantar a criançada. O morango é quase um bicho de estimação, o hamburguer se juntou com a batata frita e também se assemelha com um cão de guarda. Enfim, pepinos, cebolas, abacaxis, queijo, tudo tem vida própria.


Eles habitam um mundo diferente, muito colorido, uma chance e tanto para os animadores em 3D se esbaldarem. E foi o que fizeram. Mas apesar disso, no momento em que a trama se concentra numa nova busca pela máquina desregulada. A saga fica repetitiva e o ritmo do filme cai.

A animação também não escapa das lições de moral. É didática, para não dizer explícita até demais, na mensagem que quer passar. Do fôlego inteligente na primeira parte, Tá chovendo perde ritmo e cai no clichê na metade final.

Por Carolina Braga
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