VOO 522 DA HELIOS AIRWAYS - AVIÃO FANTASMA





Domingo, 14 de agosto de 2005. O vôo 522 da Helios Airways está programado para decolar às 9h do Aeroporto Larnaca, no Chipre, e fazer uma escala em Atenas, a capital da Grécia, antes de seguir para Praga, na República Tcheca. 

No horário marcado, o capitão Hans Mertens, um piloto alemão de 58 anos, e o co-piloto Bambos Charalambous, um grego de 40 anos, dão início a decolagem. Às 9h11, quando o avião já está a 12 mil pés, um sinal de aviso soa na cabine de comando. Mertens relata ao controle de tráfego aéreo sobre um pequeno problema no sistema de ar condicionado. Cinco minutos depois, ele pede permissão para subir para 34 mil pés. Trinta minutos mais tarde o avião entra no espaço aéreo grego. 

O controle de tráfego aéreo de Atenas tenta fazer contato, mas o vôo 522 não responde. Às 10h24, a Força Aérea grega é colocada a par da questão. O avião sobrevoava Atenas, esperando disponibilidade na pista de pouso. Com a falta da pressurização e consequente inconsciência dos tripulantes, o piloto automático assumiu o controle do Boeing 737-300 que ficou sobrevoando a cidade em círculos. Foram enviados dois caças F-16 gregos para ver o que estava acontecendo. Às 11h20, realizando uma perigosa manobra de aproximação, os pilotos dos caças ficaram chocados ao verem que o co-piloto do boeing estava inconsciente em seu assento e o capitão não estava na cabine. Vinte e um minutos depois, eles avistam duas pessoas não identificadas se movimentando na cabine da aeronave.

 

Às 12h04, eles observam impotentes a aeronave se chocar contra as montanhas e explodir em uma bola de fogo. As investigações sobre o mistério do vôo 522 revelam uma série de erros surpreendentes: problemas de segurança ignorados pela empresa aérea, sinais de alerta mal compreendidos pelos pilotos e peças vitais do instrumento de vôo que não foram utilizadas corretamente.

 Causas

Foi uma falha humana que causou a despressurização da aeronave. Os engenheiros de manutenção, quando de uma inspeção no solo, deixaram o sistema de pressurização (botão) na posição "manual", onde o correto seria "automático". Isso levou o avião a despressurizar rapidamente à medida que atingia elevada altitude, e, em cerca de 3.000 metros, a tripulação e a maioria dos passageiros já estavam em apoxia total (coma profundo devido à falta de oxigênio). Apenas um comissário de vôo, por utilizar máscaras extras pelo corredor do avião, e os cilindros de emergência da aeronave, conseguiu chegar ao cockpit do jato, tentando assumir o controle do Boeing, em vão. Curioso o fato de que esse comissário de vôo tinha acabado de receber seu brevê de piloto, mas não tinha tido a oportunidade de pilotar um jato daquela dimensão. Era seu sonho ser piloto de um jato de passageiros. Findadas as 03 horas de vôo em círculo, o avião se precipitou nas montanhas gregas, por falta de combustível.

 
Os investigadores descobrem que houve um vazamento de oxigênio na aeronave e todos ficaram inconscientes. Exames de DNA provam que as duas pessoas vistas na cabine do piloto não eram seqüestradores, e sim membros da tripulação que usavam tubos portáteis de oxigênio. Infelizmente, suas tentativas de assumir o comando da aeronave falharam e o vôo acabou tendo um final trágico.

VÍDEOS DA RECONSTITUÇÃO E  ANÁLISE DO  ACIDENTE