Os ataques de Hiroshima e Nagasaki



No dia 6 de Agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, a cidade japonesa de Hiroshima foi desnecessariamente bombardeada pela força aérea americana. Três dias mais tarde segui-se o bombardeio de Nagasaki. Sua justificação era forçar o rendição do Japão, porém, o que ficou evidenciado era que ambas faziam parte de uma verdadeira demonstração de força do armamento nuclear dos EUA.

Não se sabe exatamente porque Hiroshima e Nagasaki foram escolhidas como alvo inaugural da bomba atômica. Uma explicação considerada plausível, é pelo fato dessas cidades estarem centradas em um vale. 

As montanhas fariam uma barreira natural, o que ampliaria o poder de impacto da bomba. Conseqüentemente, conheceriam a capacidade de destruição nuclear com mais precisão e aliado à proteção das montanhas, daria a medida exata da destruição da bomba nunca antes testada. Soma-se a isso o fato de que essas cidades nunca sofreram ataques durante a Segunda Guerra, ou seja, eram pouco vigiadas. 
A bomba Little Boy.

"Little Boy", nome dado pelos soldados americanos à bomba de urânio de quatro toneladas lançada sobre Hiroshima, explodiu a dezenas de metros do solo com uma luz cegante, que desprendeu uma onda expansiva e um calor de milhares de graus que reduziu todos os seres vivos ao estado de cinas em um raio de centenas de metros.


A detonação da Little Boy, causou a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima e foi ouvida até o alcance das cidades vizinhas. Ela destruiu tudo o que encontrava num raio de dois quilômetros e meio, devastando vegetação e estrutura da cidade. Porém, o aporte térmico da bomba teve um alcance ainda maior. 

O cenário de morte era assustador. As queimaduras das pessoas eram tratadas com mercúrio cromo pela falta de medicamento adequado. O calor intenso levou a roupa e a pele das vítimas. Vários incêndios foram causados pelos intensos raios de calor emitidos pela explosão. Vidros e metais derreteram como lavas.
A desinformação era tanta que muitos japoneses saíram de suas províncias para tentar encontrar seus familiares em Hiroshima. Corriam o maior risco pós-bomba: a exposição à radiação. De concreto, sobraram os horrores de uma arma nuclear, com potência equivalente a 20 mil toneladas.

Sobreviventes que sofreram fortes queimaduras devidas á propagação do intenso calor, fora da área de explosão, andavam pelas ruas sem saber o que havia acontecido. A radioatividade se espalhou provocando chuvas ácidas, causando a contaminação da região, incluindo lagos, rios, plantações. Os sobreviventes foram atendidos dias depois, o que ocasionou a morte lenta e agonizante de muitos. 
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As Bombas Atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki mataram mais de 250.000 pessoas, e se tornou o maior massacre de civis da história moderna. Os nomes de Hiroshima e Nagasaki ficaram em nossas mentes, aqui estão algumas fotos que acompanham elas. Todos os dias, as imagens são uma mistura da devastação das terras e prédios. Imagens chocantes das ruínas, mas quanto as vítimas?
As forças de ocupação americana censurou as fotos das cidades bombardiadas. As fotos foram classificadas como secretas por muitos anos. Algumas imagens foram publicadas depois por diferentes meios, mas não sempre vistas juntas. Esse é o horror que eles não queriam que nós vissemos, e que não NUNCA devemos esquecer:
Situado a menos de 100 metros do hipocentro, o antes belo prédio da Câmara de Comércio e Indústria de Hiroshima foi instantaneamente transformado em escombros. As ruínas foram preservadas como um memorial aos mortos da bomba atômica. Todos os ocupantes do prédio se desintegraram na explosão. Fotos: Hiroshima Peace Memorial Museum
 A sombra impressa pelo clarão da explosão. Uma pessoa estava sentada nesses degraus. Desintegrada instantaneamente, apenas a sombra dela restou. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
 Ossos humanos e escombros fundidos pelo calor - casas de madeira desabaram sobre seus ocupantes com a onda de choque. Muitos dos que sobreviveram ao impacto morreram queimados sob as próprias casas, no incêndio que em seguida tomou a cidade. As temperaturas foram tão altas que escombros e restos mortais fundiram-se num único bloco. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
Pessoas com as roupas rasgadas pela força do ar, cabelos e pele queimados e ferimentos diversos formam uma fila em busca de atendimento na ponte Miyuki, a 2.3 km do hipocentro, minutos após a explosão. Foto tirada por Yoshito Matsushige, morador de Hiroshima.
No caminhão de resgate do exército, o soldado tenta fazer a garotinha ferida e sofrendo
da "doença da radiação" tomar um pouco de água. Ela faleceu pouco tempo depois desta foto.
 Foto tirada por Hajime Miyatake, em 10 de agosto de 1945.
Feridos demais, poucos médicos - a sede da Cruz Vermelha em Hiroshima e o principal hospital da cidade foram destruídos na explosão, e os ocupantes destes prédios mortos. Cada médico e cada enfermeira sobrevivente atendeu centenas de pacientes sem dispor de infra-estrutura mínima. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum.
Fragmentos de vidro da janela da sala onde esta paciente se encontrava no momento da explosão atingiram seu rosto e o olho direito. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
Queimadura radioativa "leve" - apesar da intensidade e da área afetada, os médicos pouco puderam fazer por esta paciente. Faltava até gaze para curativos. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
Queimadura radioativa "grave" - esta senhora teve parte do rosto, a nuca, as costas e o braço direito queimados pela radiação. Os raios atravessaram as áreas tingidas em tons escuros do quimono que ela usava no momento da explosão, "imprimindo" na pele os desenhos do tecido. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
Queimadura radioativa gravíssima - este homem estava a menos de 1 km do hipocentro, e foi atingido de costas pela explosão. Apenas a região da grossa faixa que ele usava na cintura foi poupada da carbonização. Ele ainda estava vivo no momento desta foto. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
Quelóides - a pele queimada pela radiação não se cicatriza de forma lisa, como nomalmente ocorreria. Ela se cicatriza numa massa de pele enrugada e disforme chamada quelóide. Foto: Hiroshima Peace Memorial Museum
Dentro de uma certa distância do centro da explosão, o calor foi tão intenso que praticamente tudo foi vaporizado. Pessoas e objetos foram simplesmente desintegradas ou fundidas com outros objetos. As sombras das pessoas ficaram "impressas" em vários locais da cidade: no chão, muros... apenas restaram  "sombras radioativas". Em Hiroshima, tudo o que sobrou de alguns humanos, sentados em bancos de pedras próximos ao centro da explosão, foram as suas silhuetas.
A fotografia abaixo mostra escadas de pedra de uma agência bancária, onde uma pessoa foi incinerada pelos raios de calor.
Até os dias de hoje os descendentes dos habitantes afetados sofrem os efeitos da radioatividade. Tempos depois a cidade foi sendo reconstruída. 
Hiroshima após o bombardeio.
Hiroshima nos dias atuais.

Memorial da Paz.
Após mais de 60 anos decorridos da tragédia que marcou a história mundial, Hiroshima se transformou numa cidade moderna e desenvolvida, com árvores, prédios, pessoas circulando e carros, como em qualquer outra.

Contudo, as lembranças continuam vivas dentro de cada um. Sendo assim foi construído o Memorial da Paz de Hiroshima, uma das atrações mais visitadas no Japão, servindo de apelo à paz e um acervo cultural.

O mesmo efeito devastador de longo prazo ocorreu em Nagasaki, atingida por outra bomba nuclear três dias depois. A detonação da Fat Man sobre Nagasaki causou tanta destruição quanto em Hiroshima. Apenas em 1945, 70 mil pessoas morreram, número que passou para 143 mil nos anos seguintes. 

A tragédia que atingiu as duas cidades levou o Japão a se render em 15 de agosto. Ainda hoje, passados décadas da explosão da 1ª bomba atômica, o número de vítimas continua sendo contabilizado. 

VÍDEO DO CANAL PAGO NATIONALGEOGRAPHIC 
SOBRE OS ATAQUES



Fotos reveladas recentemente:

            

            

            

            

            

            

       

            

        

Fontes:
www.cienciashumanas.com.br
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